segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Orquestração III

                                                                       
                                                                               O Maestro

O Maestro!
Jung nos diz que Deus aparece pra nós num certo estado de espírito, e nós alcançamos Deus pelo self, que eu traduzo como "O Maestro".
Ler e interpretar a partitura não é fácil.
Disse Bernard Gavoty: “O maior compositor do mundo, se não tiver um intérprete adequado, é como um homem impedido de falar por uma mordaça”.
Para que esse imenso conjunto musical – a orquestra/nós – possa ter expressão, tempo rítmico e harmonia, é necessário o Maestro, para que estabeleça a ordem. Do contrário, cada conjunto de instrumentos atuando separadamente seria a desordem, o caos, o barulho.
O Maestro nos recorda nossa força, nosso poder, nossas habilidades, nossos potenciais, e muitas vezes não é pela inteligência e sim pelo treinamento que muitas vezes produz dor.
Esse Maestro rege todos os grupos de instrumentos;

Aos metais/mental, ele permite a ordenação dos pensamentos e das ideias.
Afinal, todo aparelho mental (a razão, o pensamento, o intelecto) é um instrumento, ou conjunto de instrumentos muito bom.
Como a minha faca de cozinha!
Mas não a estou usando agora, agora uso meu computador.
Nossa mente não é pra ser usada  como nos ensinaram, a todo instante
É o Maestro que com sua batuta ordena: "Agora os metais!"
Mas num mundo onde o pensamento é super valorizado, o uso excessivo desse instrumento nos tem trazido barulho, e não harmonia.

À Madeira/corpo, o maestro mantém a integridade, a regeneração. E sua manutenção é para a execução dessa peça nessa vida.
É o Maestro que dá vida ao corpo e ordena todo seu movimento.

Aos instrumentos da percussão/ego, ele dá o tom exato para que não dominem a orquestra.
Faz com que este grupo tenha seu papel de trazer consciência, e saiba lidar com as questões do mundo, mas que se subordine ao Maestro e não que o suborne.

Quando fui assistir a apresentação da Orquestra de que mencionei no primeiro artigo sobre Orquestração, percebi que o Maestro só cumprimentava o Primeiro Violino e por isso associei as Cordas à Alma, pois o Espírito se comunica diretamente com a Alma e e dela que emana todos os feelings, toda sensibilidade da orquestra.
Na frequência com que nos relacionamos com nosso Espírito, reside nossa Espiritualidade, e é sempre através da alma que esse movimento se dá.
Há pessoas que estão em dissonância com seu Espírito, são apenas regidas pelo instinto, pelo corpo.
Outras, só usam a cabeça, fazendo de sua vida um enorme barulho.
Também há os que só afinam as cordas (alma), esquecendo-se do corpo, do ego, preferindo viver longe do mundo e das pessoasem sua arrogância espiritual.
Há ainda as que confundem esse Ser verdadeiro com o falso eu das aparências do ego.

Há de tudo, assim como há de todo tipo de dor e de doenças/sintomas.
Mas na Orquestração, na Sincronicidade, no Processo consciente de Individuação de tornar-se "Si Mesmo" e viver a verdade de seu Espírito, encontramos a verdadeira paz e sentido de vida, e percebemos a diferença entre Ser, Viver, Existir e suas implicações.

O Maestro nos traz a partitura para a peça da nossa vida e cria todas as circunstâncias para que desenvolvamos nossos potenciais e tragamos à consciência o que está no inconsciente, para que nossa vida se torne música.
E, detalhe importante; ele dá as costas à plateia.
Capisce?

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Orquestração II

Deixei  as cordas que associei à Alma pra essa outra publicação, pois há muito a falar dela.
Esse princípio em nós, ou nosso poder, ou essência ou seja lá o nome que dermos, é sempre algo que não foi bem compreendido durante tempos, e nem agora é.
A Alma foi sempre motivo de controvérsia.
A Ciência se absteve de procurar entendê-la, ou estudá-la porque a procurava de maneira concreta, mensurável e como não tangível, foi ignorada.
 E todo estudo sobre o ser humano foi feito sem referência a ela; ou ignorando-a , ou percebendo-a de forma negligente e precária.
Houve  nessa tentativa de percebê-la concreta  uma  busca de encontrá-la ora no fígado, ora no cérebro, nos rins, nos olhos, no coração...
Mas esse “princípio que nos orienta”, que nos anima e nos movimenta não pode ser situado ou sitiado.
Eu gosto de chamá-la de Mim ( até escrevi um livro sobre Me Mim Comigo) porque a traz mais próxima.
A área de atuação da Alma é nos sentimentos: dons e sensos são de sua jurisdição.
É a alma que domina o senso da ética, nos mostrando o certo e o errado dentro de nossos padrões de indivíduo.
É ela que nos faz perceber a estética com noção de volume, forma, cor, peso e proporção, de harmonia.
Nos dá o senso de responsabilidade nos mostrando pelo quê, ou quem temos habilidade de resolver questões.
O senso de humanidade, de humildade, de compaixão,de dignidade.
A  aceitação do outro vem dela.
A capacidade de relativizar, vem dela.
Só podemos perceber o outro verdadeiramente com a alma, visto que a ideia de outro é meio misturada com nossas ideologias, expectativas, projeções, crenças, desejos...
E nunca é o outro verdadeiramente.
Sabemos que ver com a alma é bem diferente de ver as pessoas apenas com nossos 5 sentidos.
Ela produz estados: de felicidade, bem estar, alegria, mas quando não atendida e negligenciada nos oprime o peito e se continuarmos nesse movimento de ignorá-la ela se vai, e sem ela ficamos
 Des- Animados. Des- Almados, depressivos, desenvolvemos a Síndrome do Pânico, e tantas outras patologias.
Ela é a estrela guia do ego, sem o quê não há bom senso, nem individuação, nem lucidez, nem nada do que está sob seu comando.
Fonte dos sentimentos e ponte entre matéria e espírito.
Nosso GPS, sem o qual ficamos sem rumo, sem norte –DES-NORTEADOS.
Vou continuar nesse tema, pois nem falei ainda o Maestro!
Me aguardem!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Orquestração


Orquestração -  Parte I



Fui certa vez à sala São Paulo assistir a apresentação de uma Orquestra (não sei se Sinfônica ou Filarmônica, não entendo a diferença, até já li, mas esqueci, mas o Google está aí pra quem quiser ampliar conhecimento).
Era minha primeira vez. Fiquei em êxtase. É um espetáculo de uma grandeza ímpar e de uma emoção inenarrável.  Espetáculo de arte e vida. Uma das mais belas formas artísticas de nossa civilização. Através da orquestra, é possível vislumbrar a engrenagem de dezenas, centenas de instrumentos em harmonia.
Assim, num conjunto orquestral se encerram valores de uma grande sabedoria intrínseca; a responsabilidade de cada um em gerar essa harmonia para o conjunto.
Tudo isso eu observei, ao mesmo tempo que sentia a emoção.
Logo ao voltar pra casa, comecei a escrever (é minha sina), sobre o que vi e senti, e logo, é claro comecei a fazer analogias, metáforas. 
Tenho uns amigos que me chamam de Rainha das Metáforas. 
Metáfora é um termo derivado do grego Meta – uma passagem, uma transição de um lugar a outro; e Phorein- mover ou carregar.
As metáforas nos transportam de um lugar para o outro; elas nos permitem atravessar fronteiras que de outra forma estariam fechadas para nós. 
Verdades espirituais que transcendem o tempo e o espaço só podem ser transportadas em veículos metafóricos, e os grandes mestres sabiam bem disso.
Eu  as uso para facilitar o entendimento de assuntos às vezes áridos, ou de difícil assimilação.
Vou então usar a Metáfora da Orquestração para falar de nosso funcionamento.
Uma orquestra, percebi e depois confirmei, é composta por quatro ou cinco blocos de instrumentos, dependendo da necessidade da peça a ser executada;

- As Cordas
Constituídas pelos delicados violinos, violas, os sensuais violoncelos e contrabaixos, que precisam do dedilhado dos músicos para produzir o som.

- As Madeiras
Nessa categoria se encontram as encantadoras flautas, oboés, clarinetes e fagotes.
Apesar das flautas transversais serem de metal, antigamente eram feitas de madeira e foram mantidas nesse grupo.
Aqui o sopro é necessário pra produzir o som.

- Percussão
Entre os mais usados estão os tímpanos, pratos, gongo, tambor, triângulo, xilofone, marimba e vibrafone. Para conseguir o som desta vez, é necessário o agito do instrumento ou a percussão.

- Os Metais
São os diferentes tipos de corneta; trompetes, trompas, trombones e tubas que também precisam do sopro para emitirem som.
Assim como tudo, esses todos instrumentos precisam de uso e cuidado pois se abandonados perdem a capacidade de produzir som e  sofrendo a invasão dos elementos, arrebentam-se, desafinam, perdem a ressonância. Deixados em mãos inábeis perdem a finalidade e o valor.
Mas se manipulados com o respeito devido, devolvem ao músico a harmonia e a beleza da música.
Tudo é uma questão de cuidado, afinação, atenção e técnica.
Associei então o funcionamento de nossas partes às partes da orquestra.
Há muitas instâncias em nosso mundo interior, não somos tão simples como pensamos.
Em nós existe uma legião que se não for bem administrada pode nos levar ao caos.
Tentar adentrar nosso mundo interior é seguir a instrução do famoso  Oráculo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo”.
E se não nos conhecermos, se não lidarmos com todos os nossos instrumentos, se não nos afinarmos não haverá harmonia em nossa vida.
Jung nos fala sobre individuação, que seria a possibilidade de nos tornarmos nós mesmos, o que fomos destinados a ser e esse é um processo inexorável.
Jesus nos convidou a sermos perfeitos como o Pai que está no céu, sendo que perfeito, segundo algumas traduções significa íntegro – no sentido de integralizado, ou seja, seremos perfeitos quando integralizarmos todas as nossas partes, e só dessa forma poderemos ser fiéis a nossa natureza e nos tornaremos indivíduos, seres que não se dividem e sim se integram.

A Mente associei aos Metais

É o aspecto mais consciente de nós, é o que tem o receptor na cabeça, responsável por nossos pensamentos, raciocínio, atenção, concentração, imaginação.
Esse aspecto precisa ser estimulado, usado, nutrido do contrário se anula e na sua ausência ocorrem as demências, tal como o Alzheimer. Pois tudo o que não usamos, atrofia, enfraquece e pode até desaparecer. 
Se a mente não for usada de forma adequada, o raciocínio fica desafinado. 
Mas é preciso que haja a justa medida, como em tudo.
Imagine uma orquestra onde só os Metais atuassem. Seria enlouquecedor. Só barulho!

O Corpo associei à Madeira

O corpo tem um desenvolvimento e um funcionamento próprio. Tem arbítrio.
Ele sozinho cuida da respiração, da digestão, da circulação, do batimento cardíaco, do nosso dormir e acordar, da nossa performance sexual e procriação. Ele tem sua própria sabedoria.
É nosso instinto, nosso Bicho, é a Natureza atuando em nós.
Se o intelecto tivesse que dar conta do funcionamento desse Bicho, a vida não seria possível.
O intelecto seria capaz de perceber a quantidade exata de oxigênio necessária as nossas células? 
O que comandaria o movimento de sístole e extra sístole?
E quem comandaria o cérebro? Ele próprio?
Percebemos que a Natureza que nos criou é perfeita, criou também esse mecanismo que estou chamando de Bicho pra ficar mais fácil o entendimento e que tem um papel preponderante em nossa vida.

Ao Ego associei à Percussão

É o centro de nossa consciência e como tal, faz a mediação entre o que é consciente e o que é inconsciente.
Necessário.
È o defensor de nossa Personalidade que por sua vez faz parte da nossa construção social, nossa Identidade. Necessário para lidar com as questões do mundo exterior; instituições, família, relações...

Vou deixar pra falar das Cordas/Alma na próxima publicação, pois me advertiram que ninguém lê artigos longos que são  cansativos blá blá blá... e também pra fazer um certo suspense, e fazer com que você reflita...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ora Bolas!!!



Eu já...
Já mordi meus lábios pra parecerem pequenos.
Já espremi meus peitos pra parecerem pequenos.
já me abaixei, me restringi, me diminui, me reduzi em muitos aspectos pra não empanar o brilho de tantos.
Ou  porque a vaidade do outro assim exigia, ou porque eu não me encaixava nos padrões.
Pra não ser vista, percebida, perseguida me anulei.
Já me esgueirei por vielas escuras para acompanhar gente de segunda.
Me xinguei, me maldisse, me encurralei, me ocultei, me escondi e chorei.
Como eu chorei!!!
Ah! Quanto eu chorei.
Por maus tratos, antipatias, olhares de desprezo, por ser excluída...
Cansei!
Um dia entendi que sou composta de inadequações e habilidades.
De força e fragilidades.
De sombra e luz.
Que tenho enfim o meu tamanho.
Hoje me chancelo! Me valido! Me aplaudo! Me aprecio! Me perdoo!
..e agora, que não mais me curvo...
Aqueles por quem eu me sacrifiquei, me encolhi, me anulei, me atropelei para que passassem
desfilando em seus medíocres carros alegóricos...
Eles...
Me chamam de arrogante
Ora bolas!
Vão lamber sabão!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Basta!




Ando cansada de ver mulheres cansadas.
Cansadas de jornadas insanas de 12 ou mais horas de trabalho, e ainda assim sob olhares ríspidos, hostis, acusadores, manipuladores...
De quem?
Muitas vezes até, de outras mulheres.
Por quê?
Ando cansada de ver mulheres com duplas, triplas jornadas.
Mulheres em frangalhos.
Vilipendiadas.
Humilhadas.
Destratadas.
Desvalorizadas.
Derrotadas.
Frustradas.
Impotentes.
Éramos vítimas de uma sociedade onde não tínhamos lugar.
Não éramos consideradas; não votávamos, não tínhamos alma, grito, força, poder...
Agora?
Bem, agora é igual.
E até quando iremos aguentar?
Pelo quê?
Até quando nos submeteremos, e por quê?
Será que não basta?
O que será preciso mais?
Por que não nos posicionamos?
O que mais tememos?
Acreditamos nos contos que nos contaram?
Acreditamos na inveja do pênis?
Até quando desvalorizaremos nosso útero?
Nós damos cria!!!!!! Damos vida!!!!!
Por que não lutamos pela relativização?
Continuaremos a nos mutilar, cortando fora seios, úteros, sonhos?
Para júbilo de quem?
Sugaram-nos a alma, e nós permitimos.
Cidadãs? Onde?
Temos direito ao voto.
Bom...Nem vou falar sobre isso hoje.
O Patriarcado nos deformou. Parecemos hominhos.
Uauhhhhh!!!!!! Puta conquista!
De vítimas a heroínas.
Do que nos ufanamos?
Carregar troféus não pesa?
Não tenho respostas. Só perguntas.
Que me inquietam. Me absorvem. Me desnorteiam.
Não sei mais o que dizer às meninas-mulheres que me procuram.
Só sei que Basta!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Rolezinho




Quero falar sobre rolezinhos.
E quero me posicionar como mãe, professora, psicóloga, escritora, cidadã e sei lá mais o quê, que consegui ser na minha vida.
E por querer falar sobre tal assunto, não posso me esquivar de falar sobre LIMITES.
 Me escusem as maiúsculas, mas é compensação por um instrumento dessa magnitude ser tratado em minúsculas.
Percebo que há muito, nossos jovens clamam por limites.
Limites que eles não encontram nas escolas. Se hoje em dia, um professor toma alguma medida contra a indisciplina corre o risco de ser na melhor das hipóteses processado, e na pior: assassinado.
E, mal visto, mal falado, vilipendiado por grande parte da sociedade.
Na minha época havia nota de disciplina. Mas isso foi no século passado...
Limites que eles não encontraram na família, onde tudo pode - tadinhos!
Não conhecem o Não. Não lidam bem com frustrações - tadinhos!
Se encontrarem uma pedra no meio do caminho, não a transformarão em poema, nem em motivação para crescerem, nem esculpirão estátua alguma. Simplesmente atirarão contra vitrines que exponham objetos que eles invejam.
Não encontram limites no trânsito onde ultrapassam de qualquer maneira, passam livremente nos semáforos vermelhos de vergonha, sobem em calçadas, buzinam sem motivo, chutam retrovisores impunemente, saem sem dar setas, compram carteiras...
Não respeitam a Lei do Silêncio ou da Privacidade. Ouvem o que querem, no volume que acham adequado, na hora que melhor lhes apraz.
Não há lei que respeitem.
E agora, mais uma vez não lhes vão colocar limites.
Não?!?
Então será o fim mesmo.
É como há muito eles cantam: Tá dominado! Tá tudo dominado!
E minha paciência esgota-se ao ouvir colegas, pedagogos, filósofos, sociólogos, antropólogos, demagogos falarem que lhes falta.
Falta espaço dizem eles, falta lazer, atrativos...
Como se não houvessem parques, museus, praças, exposições...
Falta Cultura!
Falta sim, EDUCAÇÃO!
Falta LIMITES!
...e é claro que não generalizo: há muitos jovens sendo bem orientados.
Falei e disse!
Como se dizia no meu tempo!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Polaridades






Muito importante falar sobre polaridades num mundo bipolar.
Sim, nossa mãe terra tem 2 polos e como viemos dela e nela vivemos, não há como não sê-lo.
Somos bi- polares.
O que vai definir nosso equilíbrio é a graduação e a maneira como lidamos com a intensidade dessa questão.
Vivemos nossa vida em busca de equilíbrio, de bom senso, dessa equação que nos resulte em harmonia, paz, tranqüilidade e por que não felicidade?
Tudo depende do empenho na conquista disso tudo.
E um bom começo é lidar bem com essa questão das polaridades.
Jung usava um termo emprestado de Heráclito; enantiodromia – para falar de opostos.
Heráclito exemplificava a questão com um arco e flecha, dizendo que ao puxar a corda do arco em uma direção, lançamos a flecha na direção oposta.
Eu prefiro traçar uma linha:

+__________________O__________________-


Essa linha nos mostra se estamos em um lado da questão, no seu oposto, ou perto da área de equilíbrio.
Segundo Jung, o conflito entre forças opostas inconscientes resulta em neuroses, pois mais cedo ou mais tarde tudo se reverte em seu oposto (como no exemplo de Heráclito, como na balança que empurramos as crianças, com num pêndulo).
A menos que o indivíduo consiga separar-se de seu inconsciente, auto regulando seu ego, ou seja, o processo do auto conhecimento é realmente a solução que nos salva das neuroses e nos ajuda  na busca do nosso eixo.
Quando estamos fixados num tipo de excesso (em uma das pontas da linha que eu tracei), inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, seremos catapultados para a outra, lançados no oposto.
No Oráculo de Delfos havia tanto a recomendação para o “Conhece-te a ti mesmo”, quanto à “Nada de excessos”.
Estar fixado em um excesso, em um dos pólos, além de ser uma situação de risco a ser lançado para o outro lado, é também um lugar não muito confortável para se ficar, pois teremos que ficar defendendo pontos de vista, levantando bandeiras, usando crachás...
No meio, há o equilíbrio.
Já ouvimos isso. Já sabemos disso. Mas teimosamente às vezes nos fixamos em nossos excessos, ignorando nossos sábios ancestrais. Ignorando os sábios do Oriente. Ignorando nossa sabedoria interior.